sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Rodízio...


Hoje fui a um rodízio de pizza para comemorar o aniversário de uma amiga, sai de lá bem assustado com o que vi, não sabia ao certo se estava em um conglomerado de salões de festas, porque a quantidade de parabéns pra você cantada naquele local e a gritaria lá dentro me fazia pensar nesta possibilidade. Fotos para todos os lados, flashes disparados por todas as direções, fazendo com que a gente mastigasse a fatia de pizza sorrindo, para assim não correr o risco de sair mal em uma foto ou outra. Um tal de junta aqui, junta ali não te permitia se manter em um local certo, era quase que uma constante dança das cadeiras, que se acionava quando alguém gritava de longe: “Junta aê!”.
Se não bastasse o transtorno de estar em um ambiente tão barulhento (sim porque as pizzarias tem se tornado quase que uma boate com rodízios, falta apenas uma música muito alta com um DJ tocando ao fundo, muita fumaça e um jogo de luz) as pizzas não ajudavam muito, quando não vinha um único sabor, vinha pizzas frias, aquelas que foram rejeitadas por todos e que o garçom acha que vai finalmente despachá-la te servindo e fazendo tu pensar que acabou de ser feita. Isso sem contar as invenções de sabores, hot dog e hambúrguer com cheddar... Espera aí não era um rodízio de pizza? Porque então estão servindo os lanches das barraquinhas de ruas em pizzarias? Enfim...
Saí de lá com uma ligeira sensação que na próxima vez que for convidado para uma comemoração em uma pizzaria eu irei dizer que estou de dieta, e ligarei pedindo uma pizza. Rodízios nunca mais!!!!
(O Rodízio - Leonardo Kifer)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A empada...



Acordei com uma vontade louca de comer a empadinha que minha mãe trouxe para mim da festa ontem na casa da vizinha. Levantei e fui direto para cozinha, abri a geladeira e lá estava ela, deliciosamente fria e murcha, inteirinha na primeira prateleira da geladeira... Peguei aquela iguaria e antes que pudesse dar a primeira mordida e a admirei, como se estivesse apreciando a última empada de camarão do mundo, mais neste momento escuto adentrar a minha casa uma indesejável visita, sim, Cida, a amiga da minha mãe que devora tudo que vê pela frente... Sem pensar duas vezes devolvi a empada para seu refúgio gelado e fechei rapidamente a geladeira, e fiquei por ali, caso fosse necessário impedir que alguém pudesse atacar a integridade física daquela inocente e suculenta empada.
Mas o destino vez ou outra parece conspirar contra minha pessoa, pois para meu azar a amiga da minha mãe foi sentar-se a mesa da cozinha, e resolveu “filar” o café da manhã, atitude esta que fez com que eu redobrasse minha vigilância e também me colocou na situação de ter que servir a Cida para que ela não levantasse Dalí para nada ou mesmo minha mãe servi-la querendo agradá-la e claro me desagradar, mesmo que sem intenção.
Fiquei por ali quase que toda a manhã, por que para meu completo desespero minha mãe acabou convidando sua amiga para ficar para o almoço, uma vez que a mesma não se levantava da mesa para nada, e logo o almoço já seria servido. Foi ali que tracei um novo plano, minha meta agora era fazer com que a Cida fosse sentar na sala enquanto esperaria pelo almoço, mais precisei logo abandonar esta estratégia, por que não tive sucesso em nenhuma das alternativas tentadas, ela não se levantou disse que ia aproveitar que já estava ali e iria ficar.
A hora do almoço já esta próxima e eu precisava comer minha empada antes que meu pai chegasse para almoçar, porque ele não iria resistir aquela gostosura dentro da geladeira....
Decidi então falar da empada com minha mãe para ver se a Cida iria se manifestar e se eu teria que cometer a insanidade de dividi-la com ela... Mas para meu mais cruel devaneio assim que comentei com minha mãe que iria comer a empada a tal Cida gritou (Isso mesmo, GRITOU) dizendo que queria um pedacinho, e uma segunda voz vinda do corredor emendou dizendo “Também quero!” era minha prima Thuanny, uma máquina de comer, me arrisco aqui a dizer que ela não tem estômago e sim um triturador de pia, destes que os americanos tem em suas casas.
Agora além da Cida eu tinha a Thuanny e lutava contra o tempo para que meu pai não comesse a empada assim que chegasse para o almoço.
Foi quando tomei a decisão de comer em uma única bocada a empada, na frente de todos mesmo, sem me importar com educação oferecendo as visitas um pedacinho, afinal empada é igual a biscoito goiabinha, não se divide!
Peguei a empada na geladeira e quando fui enfiá-la na boca eis que me desequilibro e a deixo cair, mesmo escutando todos dizer, “Bem feito, quem mandou se olho grande”, eu estava disposto a comer os pedaços cair no chão, mais foi quando a grande desgraça se deu, Morfeu entrou correndo e começou a comer a minha tão desejada empada de camarão deliciosamente murcha e fria. O Gato não se importou com a Cida, com a Thuanny, e nem olhou as horas pra ver se meu pai estava chegando, comeu tudo, e nem se deu o trabalho de olhar para mim, como se pudesse oferecer-me um pedaço.
(A Empada - Leonardo Kifer)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Figurante...



Ainda era manhã quando sai de casa para cumprir a minha agenda profissional, eu estava sem carro, logo precisaria me locomover a pé e usar conduções públicas então resolvi usar roupas que pudessem esconder minha identidade, e usei o recurso do óculos escuro... Mãos no bolso, ou melhor, mão no bolso e lá fui eu pelas ruas do Leblon... Sai pela entrada de serviço do prédio, assim evitei possíveis paparazzi logo na saída de casa... Passos rápidos, cabeça baixa, logo já estava na Ataulfo de Paiva, e estava conseguindo sair ileso a qualquer flash destes fotógrafos que só querem que a gente tropece para registrar e estampar depois nossas fotos nas capas dos principais veículos de imprensa que vive de noticiar a vida dos famosos...
O dia estava as mil e uma maravilhas quando resolvi ir almoçar, evitei sentar em um desses restaurantes da Dias Ferreira e optei pelo MC Donald que é menos visado por estes sangue sugas de plantão... Após o almoço fui encontrar alguns amigos, me limitei a certas brincadeiras e me contive nos contatos físicos, com medo de que surja assim um novo “affair”, como é de costume destes jornalistas/fofoqueiros transformar amizades em romances...
Com o horário apertado me despedi dos amigos e fui comprar algumas roupas, pois estamos sempre na mira de consultores de moda que querem aparecer criticando o modo de como nos vestimos, aproveitei o dia e o disfarce para comprar algumas novas peças para meu guarda-roupas, sem que isso vire uma notinha de jornal ou coisa assim....
Terminada as compras fui tomar um suco e aproveitar essa vida como um simples mortal, uma vez que não consigo desfrutar destes simples prazeres com muita freqüência...
Passadinha em casa rápida para deixar as sacolas e apanhar a bicicleta para uma boa e merecida pedalada na orla... Que foi um sucesso total, uma vez que ninguém me reconheceu, nenhum fã me parando pra pedir fotos e autógrafos, uma paz total, um Rio de Janeiro perfeito como há tempos eu não via...
A noite já tinha caído quando voltei despercebido para casa. Já cansado deste anonimato resolvi descer e dar um pulinho em um restaurante da Dias Ferreira, e permitir que os flashes me alcance um pouco.
Escolhi a mesa da frente, aquela que dá pra rua, justamente para ser visto. De repente um enorme alvoroço, muitos fotógrafos, flashes e mais flashes, eu me posicionei na tentativa de sair melhor na foto e quando vejo é a Luana Pirovani quem esta entrando, ninguém me notou, nenhum fotógrafo registrou minha noite naquele badalado restaurante, era como se eu fosse um mero mortal, ninguém parecia dar significância a minha participação como elenco de apoio na novela das oito, quatro capítulos com fala e tudo, e ninguém se importou... Voltei pra casa abatido e completamente magoado com esta parte da imprensa que não dá o devido valor aos profissionais.
O Figurante - Leonardo Kifer

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Consumismo...



Hoje eu descobri que vou ser rico, então não perdi tempo, tratei logo de pegar papel e caneta e comecei a anotar os itens de prioridade, também aproveitei para fazer a lista dos futuros empregados e desde já destinar cargos específicos para cada um, assim como o salário já pensado antes mesmo da contratação. Feito isso escolhi um enorme terreno para assim poder construir uma belíssima propriedade, uma vez que a planta da mesma havia sido desenhada antes mesmo de saber que serei rico.
Depois de estudar alguns projetos paisagísticos que vi na internet optei por mesclar o trabalho de alguns, assim é possível ter uma variedade grande de espécies nos jardins de minha futura casa, residência essa que já posso comemorar até uma pequena economia, uma vez que depois de muitas pesquisas pude resolver em aproveitar partes do terreno que dá para um morro, assim economizarei tempo e dinheiro deixando de contratar uma empresa para deixar o terreno plano. Acho que consegui diminuir os custos totais da obra da casa para pouco mais de 1 milhão e meio de reais.
Deixando os projetos de moradia de lado, eu já planejei as viagens para o próximo ano, pensei em começar pela Europa, ficando por 6 meses (tempo que julguei necessário para conhecer mais a fundo os lugares por onde passarei), depois América do Norte (Passando rápido pelos Estados Unidos e aproveitando mais o tempo no Canadá) e depois visitar a Austrália e a Nova Zelândia, deixo para conhecer a Ásia no próximo ano, até mesmo para não gastar muito dinheiro.
Fico pensando em estar deixando algo fora da minha lista... Não sei o que é... Anotei a Ferrari, o Iate em frente nossa mansão em Angra... Algo me diz que esqueci de anotar alguma outra prioridade... Até os convidados para a inauguração da minha boate eu já foram selecionados... Hummmmmm... Não sei o que faltou. Enfim... Bem vou voltar ao trabalho porque a hora do almoço acabou...
(O consumista - Leonardo Kifer)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Dieta...



De verdade, eu juro que amanhã começo minha dieta, afinal de contas nada melhor do que uma segunda-feira para se começar uma dieta... Tudo bem, eu sei que toda segunda eu estou iniciando uma dieta, mais desta vez será sério... Ta bom, eu sei que das outras vezes também era sério, mais desta não passa.
É assim que vou lutando arduamente com meu peso, uma dieta ali, um hambúrguer aqui, uma coca-cola acolá e assim os quilinhos indesejáveis vão dando espaço a novos quilinhos indesejáveis, montando assim uma comunidade de gorduras que eu não precisava ter... O pior não é a barriguinha, essa eu lido bem com ela, umas corridinhas pelo bairro logo da conta da famosa “pochete” que carregamos debaixo da blusa, o grande inimigo são é a maldita gordura localizada, que se localiza quase no corpo toda e vem pra ficar, é como visita de sogra que chega para passar uns dias e anos depois e você que sai de casa, já no caso da gordura localizada ela é sua e não te abandona jamais.
Em alguns casos podemos dizer que algumas pessoas tem dois quadris, uma vez que o lugar predileto das tais gorduras localizadas é na cintura, transformando o que antes era um violão em um piano de calda longo, com raras exceções para os pianos verticais, que são aquelas gordinhas sem bunda.
O fato é que eu darei fim a minha preguiça e começarei de uma vez por todas a minha tão esperada dieta, antes que eu apresente algum tipo de talk show e fique espalhando beijos do gordo nas madrugadas à fora. É amanhã, segunda-feira, sem falta.
A Dieta - Leonardo Kifer

domingo, 2 de novembro de 2008

Novamente temos as manhãs de domingo...



Acho que nem lembrava quando foi a última vez que torci tanto em uma corrida de fórmula, talvez tenha sido no dia em que a torcida pela vitória se transformou na torcida pela vida de Senna que infelizmente não conseguiu resistir a uma batida a mais 300 km/h na curva Tamburello no autódromo de Imola.
Desde as manhãs de domingo perderam a importância que tinha, não tinha mais motivos para acordar cedo e liga a TV para assistir as corridas, não tínhamos mais o nosso herói, a fórmula 1 deixava de ser verde amarela e começa a ganhar as cores de outras bandeiras que não era a nossa. Tempos depois o Brasil ensaia novamente as alegrias de ter a nossa bandeira hasteada ao sono do hino nacional, mais tudo isso em vão, deixamos de ser patriotas para torcer pelo alemão Michael Schumacher porque torcer para o Rubinho Barrichello de nada adiantava, pois era certo que ele teria problemas com o motor de seu carro ou qualquer outra coisa que o impedia de finalizar a corrida, estávamos sem um representante, sem ninguém que pudesse mostrar ao mundo que somos campeões...
Hoje na final do campeonato mundial de fórmula 1 um brasileiro novamente mostrou ao mundo que o Brasil é sim um país de campeões não só no futebol, mas também no automobilismo. É bem certo que o Felipe Massa já corria quando o Barrichello enguiçava seu carro (É preciso lembrar que foi o próprio Felipe quem sucedeu o posto que o Barrichello ocupava na Ferrari, assim como interessante frisar que o Felipe começou a temporada como segundo piloto), mas Massa certamente soube aproveitar muito melhor as oportunidades que teve na escuderia Italiana.
Infelizmente hoje não ganhamos o título mundial, por um único ponto, mesmo tendo ganhado a corrida. O título foi perdido faltando apenas duas curvas para linha de chegada (Hamilton ultrapassou o 5º colocado, posição mínima que precisava para vencer). Muitos campeonatos virão, agora o mundo sabe que existe um brasileiro disputando o prêmio, e nós brasileiros sabemos que temos nossas manhãs de domingo de novo, com emoção, alegria o som do nosso hino junto a bandeira brasileira.
Um novo Ayrton Senna jamais, mas agora temos Felipe Massa que também é do Brasil...
Fórmula 1 - Leonardo Kifer.

sábado, 1 de novembro de 2008

A fofoqueira...



Quer saber quando tu vira a vítima da tua vizinha fofoqueira? Basta passar por ela e ela te virar a cara. Essa tarde eu descobri que virei um dos muitos alvos da fofoqueira da rua, pois ela me ignorou ao passar por mim...
Tudo bem que se tornar o assunto para a tal senhora não é tão difícil assim, pois ela é capaz de colocar até cabelo em ovos...
Até hoje a única pessoa que ainda não sofreu com os fuxicos maldosos da repórter de vizinhos foi a sua filha, que conseguiu sair ilesa da língua afiada da mãe, que não perde um único buxixo, e é capaz de saber com antecedência sobre episódios que acontecem em outras cidades, pois suas fontes a mantém informada hora à hora. Me arrisco a dizer que ela dorme em pé e de olhos abertos no portão da sua casa. Enfim...
O que se sabe que ela cativa hábitos diários, como passear com os cachorros de duas em duas horas, para poder saber o que se passa na rua de cima, uma vez que ela não tem visibilidade de sua casa...
Ainda espero ansioso pelo dia em que ela fará o almoço no portão de sua casa, para lhe poupar esforços de ficar o tempo inteiro correndo de lá para cá...
Bem, vou ficar atento as novidades recentes sobre minha pessoa, porque é bem certo que terei novas coisas para contar de mim em breve...


(A fofoqueira - Leonardo Kifer)