sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

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Correria. A palavra exata para definir meus primeiros dias de janeiro. Confesso que toda a correria que tomou conta do meu tempo não veio só, junto vieram problemas e uma enorme responsabilidade para solucioná-los, e dor de ver que nossos heróis também são pegos de surpresa, e perdem suas forças.

Eu sempre que escrevo procuro escrever sobre mim de forma que não deixe nada transparecer, estou sempre passando uma imagem feliz, sóbria e tranqüila, é certo de que nem sempre as palavras fazem jus a meu real “estado de espírito”, mas hoje escrevendo este texto resolvi ser sincero, e não maquiar com frases rimadas a dor que estou sentindo. Nas linhas abaixo serei apenas eu, eu Leonardo Kifer.

A Dor.

Como é ruim ver a pessoa que amamos se entregar a morte, sem sequer lutar. Dói muito descobrir que nosso herói é feito carne, e assim como nós está desprovido de qualquer tipo de imunidade sobrenatural, e apesar de vê-lo como um deus, ele não é imortal.

Tenho tentado ser forte, e mesmo assim já sinto minhas últimas energias se esgotarem. A idéia de manter a vida normal não tem dado certo, tenho sido displicente com todos os meus compromissos, muito mal tenho vindo ao trabalho... Meus amigos sequer têm tido noticias minhas, estou em falta com muitos, até magoar alguns que me estenderam a mão eu fui capaz, e só hoje me dei conta de que sequer liguei para uma amiga e não dei satisfação sobre um erro que cometi, espero ter o perdão dela quando esta nuvem negra sumir.

Mas a verdade é que perder um pai é muito mais cruel e doloroso do que jamais pensei imaginar... Eu já vinha sofrendo com os problemas de saúde de minha tia, quando fui surpreendido com o estado de saúde do meu pai. E vê-lo morrer lentamente está me matando, cada dia é possível ver o quão rápido as coisas pioram para ele, os médicos evitam um diagnóstico preciso, chegam a mentir sobre seu real estado, mas a gravidade de seu problema é visível, e é inevitável se enganar rezando por uma cura quando a morte é tão iminente.

E é nessa hora que gostaria de perder meus conceitos de realidade, e poder ter esperança que de uma hora para outra meu pai estaria curado, minha vida voltaria ser a mesma. Mas não é possível, apenas um milagre poder salvar meu pai.

Amigos, peço a vocês que peçam em suas orações que meu pai resista a este problema, que aconteça um milagre em sua vida e que ele possa novamente a voltar ser aquele “cara” rabugento e resmungão, que vivia dando esporro em todos. Que não vá sem que eu tenha dado a ele um neto. Porque não entende que eu não estou preparado para viver sem ele? Heróis não morrem, por que ele não é capaz de entender isso?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Atualizando...

Às vezes me pergunto o porquê de sempre estar escrevendo aqui se tenho tão poucas visitas e estas são tão menos constantes do que minhas atualizações, mas a verdade é que sempre tive a resposta de permanecer aqui...

Um dia a gente se sente só, e resolve escrever, foi assim que tomei gosto pela escrita, em, pouco tempo a solidão havia deixado de ser tornar pretexto para o que eu fazia com verdadeira adoração, e sem que demorasse muito eu já tinha me dado conta de que escrever era meu jeito de extravasar, os papéis haviam se tornado meu divã, e nada além das frases desconexas saberiam dos meus segredos...

Foi assim, em umas das muitas tardes chuvosas do Leblon, que surgiu a vontade de criar o blog, de tornar humano todos os meus anseios e compartilhar mesmo que em segredo os rascunhos que faço ao viver.

Foi por medo de jamais ser ouvido que resolvi criar o blog, e é por medo de me calar que o mantenho sempre atualizado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Aprendendo...

Aprendemos

Enxergar nos erros a oportunidade de não voltar a errar.
Que nossos acertos, estão diretamente ligados com as nossas atitudes.
Que as mãos com que fazemos carinho, muitas vezes vai querer bater, e é preciso ter sabedoria para não fazer.
Que sonhos constantemente são desfeitos.
Que podemos amar e não sermos correspondidos.
E que mesmo depois de tantas tentativas, estamos sempre em busca do amor.
Que o chocolate quente é muito melhor a dois, e não importa a época do ano para saboreá-lo, a dois ele sempre vai bem...
Que as mães por mais que às vezes nos irritem, estarão sempre querendo nosso bem.
Que amor não se compra, mas ainda sim tem gente que tenta.
Que um sorriso sincero não pode ser proibido.
Que a cerveja gelada deve sim ser dividida entre amigos.
Por fim, aprendemos que a forma como nos vemos no espelho não é a mesma como somos vistos pelos outros...

É preciso enxergar o outro como alguém igual, porque constantemente estaremos sendo analisado por alguém que já analisamos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novos ventos

O acaso às vezes nos reserva surpresas imensuráveis...

Novos passos,

Nova vida...

E é quando não esperamos por mudanças,

Que surgem os primeiros sinais de um amanhecer,

Alimentando a alma,

De um coração que já não tem pressa para amar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Careca!

Lidar com as perdas nem sempre é fácil, e quase sempre ficamos com marcas eternas chamadas saudade.

Lembro-me das manhãs inteiras que eu passava esparramado no sofá da minha avó assistindo a desenhos animados enquanto recebia afagos daquela senhorinha de cabelos que pareciam ter sido feito de neve, tão branco eram...

Ficou os desenhos, a sala, até mesmo o sofá continua o mesmo... A casa apenas deixou de ser da minha avó. E engraçado que depois de quase dois anos que ela se foi, sua presença é constante, às vezes ainda consigo sentir seus passos, e enxergar seu olhar intenso, num tom de azul antes nunca visto.

Mas é preciso seguir em frente, e foi assim, desde a sua despedia que todos que conviveram com minha avó tem seguido, mas é difícil não tê-la presente.

Recentemente descobri que minha tia está com câncer, e pensar que em razão desta mesma doença minha avó se foi, e por isso passamos a ter ainda mais força para lutar contra, e unidos estamos acompanhando mais uma fase difícil da família.

Ontem quando fui informado que minha tia irá cortar os cabelos por conta do tratamento de quimioterapia que terá que se submeter, decidi raspar os meus, e fiz. Com a máquina que tenho em casa, raspei todo meu cabelo, terminando por ficar com uma cabeça lisa, e colocando de lado a vaidade cheguei sorridente na casa da minha tia, que ainda não teve seus cabelos cortados. E foi emocionante receber um abraço tão apertado como o que ela me deu, e sem que ninguém precisasse perguntar e eu tivesse que responder, todos entenderam que ela havia percebido que eu raspei meus cabelos como um gesto de solidariedade a ela, e que minha atitude vai além do fato de também perder os cabelos, significa que estarei lutando junto, e apoiando a cada novo resultado positivo, e que independente de quantos novos sacrifícios forem necessários fazer, faremos juntos.

Por fim, minha tia me soltou de seus braços, olhou bem nos meus olhos, abriu seu sorriso constante, que nem a doença foi capaz de ofuscar e disse-me: “Eita menino porreta!”.

A beleza das pessoas não está na “casca” da gente que se alimenta da vaidade, e sim na forma como conseguimos não nos importamos somente com nossa “casca”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Para onde foi o lado bom da vida?

Porque todo mundo parece achar que devemos estar sempre apaixonado por alguém? Ou melhor, por que todos de uma hora para outra começou a pensar que ficar “saindo” com uma outra pessoa é estar assumindo um compromisso sério?

Parece que o mundo ficou de cabeça para baixo, e inventaram essas “regras” bobas para disfarçar a enorme incoerência em que o mundo se tornou...

Estamos sempre criando um jeito para padronizar a vida, e esquecemos de vivê-la sem nos preocuparmos em estarmos ou não nos enquadrando nas questões morais.

Nos privamos dos beijos inocentes, do sexo casual, tudo por medo do que pode acontecer... Medo de virar um relacionamento sério.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Enfim 2010...

Se as melhores coisas da vida são recebidas com um sorriso, o ano de 2010 pode prometer demais... Veio em meio a risadas, abraços de pessoas especiais, e lágrimas de uma saudade imensurável do que acredito ter deixado para trás...
Vida nova, ou apenas a que “segue”...

Angra dos Reis/Ilha Grande
Dor. Não existiria palavra para definir o que senti ao saber das quase 50 vitimas... Acreditar que elas viveram tudo o que puderam é o que conforta, ou fingi amenizar a agonia de a cada instante conhecer um pouco mais da tristeza dos que sobreviveram e relatam a saudade dos seus.

Não podemos mudar o aconteceu, mas é possível fazer do presente uma estrada para encontrar um futuro melhor... Desejo aos familiares e amigos das vitimas da chuva FORÇA, para olhar em frente, e acharem um ponto de felicidade naquilo que lhes sobraram... E aos que perderam seus anti-queridos, conforto para entender que estamos de passagem neste mundo. Estou de LUTO por todos...

Vamos doar qualquer quantia para ajudar aqueles que ficaram e precisam seguir em frente... Na página do Jornal Nacional é possível achar todas as informações necessárias.