A saudade se mistura a ausência das conversas.
A estranheza do novo modo de se comunicar;
A distância que um quase beijo causou.
Arrepender-se é inevitável, à medida que a intensidade da frieza aumenta.
Adolescência confusa, que não que se perder.
Altruísmo de quem tem a idade da maturidade a seu favor.
Amanhã pode ser que nos reencontramos,
A quem diga que deveríamos nunca mais nos ver,
Ainda há aqueles que queriam que tudo se acertasse.
A onde está às certezas de outrora,
Afirmadas em palavras corridas,
Abandonadas agora na estrada passada.
Aconteceu um beijo,
Aquilo não foi um beijo,
Apenas despertou em mim um incomodo.
Algo inesperado.
Aguardado para em outra ocasião.
(Anteontem amor – Leonardo Kifer)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Minha alma...
O telefone não toca... Não adianta esperar ansioso por um contato, ele não virá. Era noite quando eu comecei a esperar por um sinal de que você sentisse algo por mim, ainda é noite, mas de outro dia, e você não me procurou.
Silêncio, inquietude que machuca e sufoca a alma, e vazio, que me comprime a inexplicável existência de meu ser. É confuso, côncavo e convexo, é errado, é viver o incerto. Pecado? Talvez... Mas por que ser tão natural sentir?
Viver à sombra quando se existe a luz, buscar no caminho mais complicado a felicidade mais simples, e por fim acreditar que valeu a pena.
Amar sem medo, sentir o gosto agridoce da paixão e não recear por se entregar, apenas viver... Ver os meses, anos, passarem aos olhos de ainda apaixonados da vida a dois.
(Quietude da Alma – Leonardo Kifer)
Silêncio, inquietude que machuca e sufoca a alma, e vazio, que me comprime a inexplicável existência de meu ser. É confuso, côncavo e convexo, é errado, é viver o incerto. Pecado? Talvez... Mas por que ser tão natural sentir?
Viver à sombra quando se existe a luz, buscar no caminho mais complicado a felicidade mais simples, e por fim acreditar que valeu a pena.
Amar sem medo, sentir o gosto agridoce da paixão e não recear por se entregar, apenas viver... Ver os meses, anos, passarem aos olhos de ainda apaixonados da vida a dois.
(Quietude da Alma – Leonardo Kifer)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Complico e descomplico...
Às vezes me pergunto o porquê de nem sempre acordar feliz, de não me sentir motivado a fazer as coisas que preciso fazer, de me olhar e me enxergar mais sem graça do que a última vez que olhei e de desejar continuar a sonhar. Não existem respostas as perguntas que jogo ao vento, talvez pela forma como as jogo, pode ser que ele se sinta agredido por mim.
Abro a janela à noite, e o vento já não parece mais querer entrar, está frio, muito frio... À medida que o sono não vem minha ansiedade almeja por conforto, parece perdida no escuro quarto solto ao relento da penumbra.
Ainda não é sexta-feira e preciso sair para dançar, ver todos que não me suportam e rir com os que fingem gostar. É a rima da falsa felicidade, da que me acompanha fielmente, e não me deixa sofrer, é mais que desejo de querer mudar de vida, é saber que as coisas estão indo no caminho errado e eu louco para deixar tudo passar, e aproveitar para desaparecer.
Água de chuva não cai no meu quarto, não irei fechar a janela, também não farei perguntas, ficarei sem elas... Finalmente é o sono que chega, na madrugada gélida. Não é canto de ave, apenas o som da romaria vindo da rua deserta.
Amor que tenho, anda sozinho... Constantemente me faz chorar. Minto, não o tenho. Escondo que amo para acreditar que deixei de sofrer; É infâmia dos olhos alheios que me querem ver partir, é amargura ficar e não realizar, é mistério da minha amada Maria, que já não me tens em seus braços largos para simplesmente me abraçar.
(Não faz sentido... Leonardo Kifer)
Abro a janela à noite, e o vento já não parece mais querer entrar, está frio, muito frio... À medida que o sono não vem minha ansiedade almeja por conforto, parece perdida no escuro quarto solto ao relento da penumbra.
Ainda não é sexta-feira e preciso sair para dançar, ver todos que não me suportam e rir com os que fingem gostar. É a rima da falsa felicidade, da que me acompanha fielmente, e não me deixa sofrer, é mais que desejo de querer mudar de vida, é saber que as coisas estão indo no caminho errado e eu louco para deixar tudo passar, e aproveitar para desaparecer.
Água de chuva não cai no meu quarto, não irei fechar a janela, também não farei perguntas, ficarei sem elas... Finalmente é o sono que chega, na madrugada gélida. Não é canto de ave, apenas o som da romaria vindo da rua deserta.
Amor que tenho, anda sozinho... Constantemente me faz chorar. Minto, não o tenho. Escondo que amo para acreditar que deixei de sofrer; É infâmia dos olhos alheios que me querem ver partir, é amargura ficar e não realizar, é mistério da minha amada Maria, que já não me tens em seus braços largos para simplesmente me abraçar.
(Não faz sentido... Leonardo Kifer)
sábado, 5 de junho de 2010
Cahe =/
Eu estava simplesmente querendo ficar só, não queria me envolver com ninguém... Definitivamente não estava nos meus planos me apaixonar. Mas você chegou de forma sutil, tomou para si um espaço que não lhe foi oferecido, sequer teve a educação de pedir.
Em poucos dias eu estava totalmente envolvido por ti, não fosse à distância que sempre nos separou eu me arriscaria dizer que estava por completo apaixonado. Usaria a palavra “amor”.
Mas amar não é tão simples e apesar de nobre, o sentimento é terrivelmente avassalador, e como tal, fere por dentro, e deixa aparente as sequelas da dor.
Chorei quando me disseste que fui traído. Não foi traição eu sei, todos disseram, mas é mau de quem não sabe lidar com a razão. Perdoei tão rápido, que me percebi mentindo, é difícil mentir, mais ainda esquecer.
E hoje choro pelos cantos, saudades de não te ter. Saudades de quem nunca tive. Dor por ter que aprender a esquecer a quem a pouco comecei a lembrar.
(Inacabado – Leonardo Kifer)
Em poucos dias eu estava totalmente envolvido por ti, não fosse à distância que sempre nos separou eu me arriscaria dizer que estava por completo apaixonado. Usaria a palavra “amor”.
Mas amar não é tão simples e apesar de nobre, o sentimento é terrivelmente avassalador, e como tal, fere por dentro, e deixa aparente as sequelas da dor.
Chorei quando me disseste que fui traído. Não foi traição eu sei, todos disseram, mas é mau de quem não sabe lidar com a razão. Perdoei tão rápido, que me percebi mentindo, é difícil mentir, mais ainda esquecer.
E hoje choro pelos cantos, saudades de não te ter. Saudades de quem nunca tive. Dor por ter que aprender a esquecer a quem a pouco comecei a lembrar.
(Inacabado – Leonardo Kifer)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A verdadeira Helena
Foi percebendo que as folhas não caem da árvore por acaso que entendi que lá atrás eu não estava apenas ouvindo as palavras da minha antiga professora de matemática, e sim aprendendo que algumas lições de vida jamais se perdem.
“No seu prato tem três tipos de carnes diferentes Leonardo, não pode, é pecado! Dê-me esta fatia de frango aqui”. Era ano de 1998, eu um adolescente de 15 anos, no intervalo do Curso Preparatório para o Colégio Técnico do Ensino Médio, o cenário: Uma enorme sala quase tomada quase que por completa de carteiras vazias, não fosse a o fato de que além de mim e a professora Helena, estivessem também duas outras pessoas sentadas ao canto, esperando quase que escondidas o horário do almoço acabar.
Não era e nunca foi pecado comer diversos tipos de carne em uma única refeição, e disso eu nunca duvidei, mas pecado era o fato de ter em meu prato uma quantidade de carnes que podia muito bem servir aquelas duas pessoas, que não tinha a mesma oportunidade que a minha de descer e comprar comida, muitos dos alunos eu só viria saber alguns anos depois eram bolsistas, e estudavam lá por conta do empenho daquela professora em querer transformar a vida de seus alunos.
Dona Helena, como todas os chamavam, era uma mulher de fibra. Com uma aparência muito altiva, voz forte, e um jeitão de carrasco, ela marcou a vida de todos que ela ensinou.
Uma professora empenhada em ENSINAR, fazer com que todos SUPERASSEM suas limitações, fosse ALÉM de seus objetivos, e por fim CONQUISTASSE uma OPORTUNIDADE de mudança. DETERMINADA, enfrentou a todos que diziam que era louca por querer MUDAR adolescentes sem futuros. Ela ACREDITOU mais do que muitos pais, SONHOU mais pros outros do que para si, e AMOU todos que por ela passou.
Dona Helena morreu alguns anos após eu me formar... Só vim saber da morte dela meses depois, e foi inevitável não chorar e lamentar a perda daquela mulher que dedicou a sua vida a dar aulas, seu OFICIO era o de COMPARTILHAR seus CONHECIMENTOS.
Hoje foi impossível não trazer para mim a imagem desta mulher guerreira, que se deu aos outros pelo simples desejo de mudar... E assim não pequei, dividi com o próximo as carnes do meu prato, afinal de contas é pecado comer todos os tipos de uma só vez.
“No seu prato tem três tipos de carnes diferentes Leonardo, não pode, é pecado! Dê-me esta fatia de frango aqui”. Era ano de 1998, eu um adolescente de 15 anos, no intervalo do Curso Preparatório para o Colégio Técnico do Ensino Médio, o cenário: Uma enorme sala quase tomada quase que por completa de carteiras vazias, não fosse a o fato de que além de mim e a professora Helena, estivessem também duas outras pessoas sentadas ao canto, esperando quase que escondidas o horário do almoço acabar.
Não era e nunca foi pecado comer diversos tipos de carne em uma única refeição, e disso eu nunca duvidei, mas pecado era o fato de ter em meu prato uma quantidade de carnes que podia muito bem servir aquelas duas pessoas, que não tinha a mesma oportunidade que a minha de descer e comprar comida, muitos dos alunos eu só viria saber alguns anos depois eram bolsistas, e estudavam lá por conta do empenho daquela professora em querer transformar a vida de seus alunos.
Dona Helena, como todas os chamavam, era uma mulher de fibra. Com uma aparência muito altiva, voz forte, e um jeitão de carrasco, ela marcou a vida de todos que ela ensinou.
Uma professora empenhada em ENSINAR, fazer com que todos SUPERASSEM suas limitações, fosse ALÉM de seus objetivos, e por fim CONQUISTASSE uma OPORTUNIDADE de mudança. DETERMINADA, enfrentou a todos que diziam que era louca por querer MUDAR adolescentes sem futuros. Ela ACREDITOU mais do que muitos pais, SONHOU mais pros outros do que para si, e AMOU todos que por ela passou.
Dona Helena morreu alguns anos após eu me formar... Só vim saber da morte dela meses depois, e foi inevitável não chorar e lamentar a perda daquela mulher que dedicou a sua vida a dar aulas, seu OFICIO era o de COMPARTILHAR seus CONHECIMENTOS.
Hoje foi impossível não trazer para mim a imagem desta mulher guerreira, que se deu aos outros pelo simples desejo de mudar... E assim não pequei, dividi com o próximo as carnes do meu prato, afinal de contas é pecado comer todos os tipos de uma só vez.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Pés no chão
Não faz muito tempo eu descobri que tenho medo do sol, ainda mais quando a noite chega por entre ventos, e fria faz com que eu precise de outros corpos para me aquecer.
Eu não temia o sol, era indiferente a ele, me afastava sempre que havvia uma oportunidade. O medo só surgiu depois, quando eu já tinha como fugir, e não precisava temer que alguém viesse a me entregar.
É estranho estar sentindo frio, ainda é tão cedo e a chuva só a pouco começou a cair...
(Amor confuso – Leonardo Kifer)
Eu não temia o sol, era indiferente a ele, me afastava sempre que havvia uma oportunidade. O medo só surgiu depois, quando eu já tinha como fugir, e não precisava temer que alguém viesse a me entregar.
É estranho estar sentindo frio, ainda é tão cedo e a chuva só a pouco começou a cair...
(Amor confuso – Leonardo Kifer)
Saudades de ter saudades
Finalmente chega o mês de junho... E como não podia deixar de ser, a chuva fininha se esbarra ao vento lento de um dia que não conseguiu amanhecer.
Enquanto escrevo este “post”, após dias distantes, sinto meu corpo doer em partes não ligadas... É gripe! É resfriado! É sol! É pedra! Mas não é o fim do caminho.
E é parodiando o poeta dos teclados, o pianista imortal que volto ao blog, e me comprometo não deixá-lo, ao menos por agora.
Saudades de ter saudades
É estranho “sentir falta de sentir falta” de alguém... Complicado isso, não é?
Minha vida se modificou tanto, que nos últimos tempos tenho esquecido de coisas que realmente valem a pena, e tenho atropelado de forma consciente meus antigos sonhos, sem sequer temer de poderei ou não voltar a tê-los de volta se um dia eu os quiser.
Inconseqüente minha atitude de me mostrar capaz de fingir não estar reagindo contra a enorme onda de emoções que me afoga e me faz querer ter de volta aquela que nunca tive.
Enquanto escrevo este “post”, após dias distantes, sinto meu corpo doer em partes não ligadas... É gripe! É resfriado! É sol! É pedra! Mas não é o fim do caminho.
E é parodiando o poeta dos teclados, o pianista imortal que volto ao blog, e me comprometo não deixá-lo, ao menos por agora.
Saudades de ter saudades
É estranho “sentir falta de sentir falta” de alguém... Complicado isso, não é?
Minha vida se modificou tanto, que nos últimos tempos tenho esquecido de coisas que realmente valem a pena, e tenho atropelado de forma consciente meus antigos sonhos, sem sequer temer de poderei ou não voltar a tê-los de volta se um dia eu os quiser.
Inconseqüente minha atitude de me mostrar capaz de fingir não estar reagindo contra a enorme onda de emoções que me afoga e me faz querer ter de volta aquela que nunca tive.
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