Abriram as cortinas,
Uma mulher e uma rosa em cena,
De repente um intruso.
Do inesperado surge a paixão.
A rosa cai,
A mulher se desespera,
O intruso se vai.
Não há falas,
A apenas a mulher,
E a rosa no chão.
Lágrimas,
A mulher se vai...
A rosa ainda no chão.
O silêncio denuncia um amor acabado,
Dê uma história que não terá recomeço...
E deixa à rosa, que não sobreviveu à traição.
(Do inesperado ao amor – Leonardo Kifer)
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Desdobrando meu eu.
Nem sempre alinhamos as nossas vidas as necessidades que sentimos de ter um amigo ou alguém especial por perto. Passamos despercebidos ou despercebendo, tamanha é a quantidade de informação que tomamos para nós. Tudo é sempre muito importante ou é para “agora”. E sem que tenhamos nos dado conta, estamos nos isolando e isolando outras pessoas de nossas vidas. É o vazio em meio a uma multidão de outros como você.
Temos problemas. E que não os tem? Esquecemos sempre de olhar para o próximo e encontrar nele o nosso reflexo. SIM! Somos iguais a qualquer outra pessoa, o que nos difere dos demais é a condição que vivemos. Nada além da aparência. Estranho não é?
Freqüentemente olhamos para um individuo que esta passando por nós e o julgamos pelo modo de como este se veste ou se comporta, fazemos uma análise critica para ver se ele se enquadra nos padrões de beleza estipulados. Sim, para fazer parte desta nossa vida atribuladíssima na busca constante pelo consumismo, é preciso se adequar a todas as regras de estilos e padrões sócias.
Tanta coisa não? Perdemos tanto tempo de nossas vidas pensando e vivendo coisas que não fazem diferença para a construção de quem somos enquanto seres humanos, que deixamos escapar por entre nós o importante, viver! E viver não é só pensar e estar no singular, não, é ir além. Salve as crianças, que enxergam as pessoas pelo modo de como elas são recebidas, e muitas vezes elas rompem a seriedade do mais ranzinzas com um simples sorriso.
Talvez tenhamos que começar a sorrir mais vezes, enxergar além do feio e belo e não gastarmos tempo com coisas que no fim, não nos acrescentaram... Há sempre tempo para corrigir velhos erros e recomeçar, e ainda que a jornada seja longa, ela começara como qualquer outra: com um primeiro passo.
Temos problemas. E que não os tem? Esquecemos sempre de olhar para o próximo e encontrar nele o nosso reflexo. SIM! Somos iguais a qualquer outra pessoa, o que nos difere dos demais é a condição que vivemos. Nada além da aparência. Estranho não é?
Freqüentemente olhamos para um individuo que esta passando por nós e o julgamos pelo modo de como este se veste ou se comporta, fazemos uma análise critica para ver se ele se enquadra nos padrões de beleza estipulados. Sim, para fazer parte desta nossa vida atribuladíssima na busca constante pelo consumismo, é preciso se adequar a todas as regras de estilos e padrões sócias.
Tanta coisa não? Perdemos tanto tempo de nossas vidas pensando e vivendo coisas que não fazem diferença para a construção de quem somos enquanto seres humanos, que deixamos escapar por entre nós o importante, viver! E viver não é só pensar e estar no singular, não, é ir além. Salve as crianças, que enxergam as pessoas pelo modo de como elas são recebidas, e muitas vezes elas rompem a seriedade do mais ranzinzas com um simples sorriso.
Talvez tenhamos que começar a sorrir mais vezes, enxergar além do feio e belo e não gastarmos tempo com coisas que no fim, não nos acrescentaram... Há sempre tempo para corrigir velhos erros e recomeçar, e ainda que a jornada seja longa, ela começara como qualquer outra: com um primeiro passo.
domingo, 12 de setembro de 2010
Sem camélias, sem margaridas...
Não tinha ninguém no salão, o vazio era agonizante, o silêncio ensurdecedor, Margarida sempre estivera certa, não sobrariam mais amigos quando a morte fosse dada como certa. Dos amigos apenas Prudência permaneceu por perto, não fechou suas janelas um dia sequer, atendeu a todas as vontades de Margarida, sem questionar nenhuma.
Dói o frio que sinto longe do olhar quente e intenso que me aquecia a alma, e alimentava diariamente minha paixão.
Era eterno, ou devia ser, casamos em um dia de chuva. Paris estava coberta de água e eu de amor, e apesar do preconceito daqueles que achavam maluquice minha casar com uma mulher doente, condenada a morte, eu fui feliz.
Estranho achar felicidade em curtos dias. Não completamos um mês, ela não suportou a mais um inverno e cedeu covardemente a tuberculose que por tantos anos ignorou.
Não existem Duques ou Barões quando se escolhe o amor, não! Existem homens que não aceitam lidar com a perda de uma bela mulher. O ciúme é fatal, apesar de não matar. Margarida apesar de odiada, foi amada não só por mim, também por quem a odiou.
Tarde demais eu diria, mas não tem ninguém além de mim. Além de mim, apenas o que sobrou...
(Após a morte da Dama das Camélias – Leonardo Kifer)
Dói o frio que sinto longe do olhar quente e intenso que me aquecia a alma, e alimentava diariamente minha paixão.
Era eterno, ou devia ser, casamos em um dia de chuva. Paris estava coberta de água e eu de amor, e apesar do preconceito daqueles que achavam maluquice minha casar com uma mulher doente, condenada a morte, eu fui feliz.
Estranho achar felicidade em curtos dias. Não completamos um mês, ela não suportou a mais um inverno e cedeu covardemente a tuberculose que por tantos anos ignorou.
Não existem Duques ou Barões quando se escolhe o amor, não! Existem homens que não aceitam lidar com a perda de uma bela mulher. O ciúme é fatal, apesar de não matar. Margarida apesar de odiada, foi amada não só por mim, também por quem a odiou.
Tarde demais eu diria, mas não tem ninguém além de mim. Além de mim, apenas o que sobrou...
(Após a morte da Dama das Camélias – Leonardo Kifer)
sábado, 11 de setembro de 2010
Basta de contar histórias sobre mim
O que falam de mim, rosas ou margaridas?
Não sei.
Soltem penas,
Deixem plumas,
Suas línguas ferinas.
Não me importo com as bocas soltas que falam sem saber...
Não! Não me importo.
Sou segredo,
Mistério,
Um livro que não se pode ler.
Então antes de apontar,
Descubra!
E não cometa novamente calúnias.
E deixe de julgar antes de conhecer!
(Chega de Intrigas – Leonardo Kifer)
Não sei.
Soltem penas,
Deixem plumas,
Suas línguas ferinas.
Não me importo com as bocas soltas que falam sem saber...
Não! Não me importo.
Sou segredo,
Mistério,
Um livro que não se pode ler.
Então antes de apontar,
Descubra!
E não cometa novamente calúnias.
E deixe de julgar antes de conhecer!
(Chega de Intrigas – Leonardo Kifer)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Saudades...
Aquela tarde fria na praia misturada entre areias e risadas, e o pôr do sol nos convidando a voltar para casa, pois dali a pouco o ano iria acabar.
Os passeios por uma Av. Brasil tão perigosa, mas que de perigo só mesmo de perdemos a hora de devolver o carro.
Doces, pipocas, filme alugado, um monte de gente juntos e ninguém assistindo nada.
Bate bocas, bocas em beijos... Tudo eram beijos, quando não, sexo!
Leblon badala para encontrar Ipanema após o Jardim de Alah, eu quero me refrescar com a água de coco e o mar agitado do Arpoador.
Quantas saudades, que nem em mil tardes poderei matar,
É vaidade minha querer reviver momentos de felicidade,
De um presente/passado,
Em lembranças suaves tratou de eternizar.
(Brisa – Leonardo Kifer)
Os passeios por uma Av. Brasil tão perigosa, mas que de perigo só mesmo de perdemos a hora de devolver o carro.
Doces, pipocas, filme alugado, um monte de gente juntos e ninguém assistindo nada.
Bate bocas, bocas em beijos... Tudo eram beijos, quando não, sexo!
Leblon badala para encontrar Ipanema após o Jardim de Alah, eu quero me refrescar com a água de coco e o mar agitado do Arpoador.
Quantas saudades, que nem em mil tardes poderei matar,
É vaidade minha querer reviver momentos de felicidade,
De um presente/passado,
Em lembranças suaves tratou de eternizar.
(Brisa – Leonardo Kifer)
domingo, 5 de setembro de 2010
Incompleto
Eu te amo.
Talvez outras frases não fossem tão assustadoramente frágeis quanto esta, pois se dita na hora errada, pode condenar duas pessoas a viverem completamente separadas. E foi assim que perdi Julia para sempre.
Julia sempre esteve do meu lado em tudo que eu fosse fazer. Não importava se ficaríamos de castigo por atirar aviãozinho de papel na sala de aula do jardim da infância, se nossos pais descobririam que estávamos matando aulas para irmos ao cinema já no ensino médio ou se teríamos que inventar a mesma desculpa para justificarmos o porquê de viramos a noite fora de casa bebendo com os amigos em frente ao circo voador, a cumplicidade era nossa maior aliada.
Um dia, quando menos esperava, me peguei olhando para Julia, e percebi que jamais havia notado o quão bela ela era. Sua pela era extremamente clara e lisa, seus olhos esverdeados ganhavam destaque por conta do contraste do negro de seus cabelos, sua boca era desenhada de um jeito que era impossível não sentir vontade de beijá-la e seu cheiro decididamente era único. Linda era um jeito rude de defini-la.
Eu havia demorado anos para descobrir que amava a menina que cresceu comigo, mas fiquei aflito por medo de perder um dia a mais para dizer o quanto a amava.
A ansiedade que tomou conta de mim se difundiu com o nervosismo da situação, e ao encontrar Julia, disse sem medo que a amava.
Ela ficou parada por alguns segundos me olhando, como se não acreditasse em minhas palavras. O silêncio foi interrompido por palavras confusas e quase indecifráveis. Ela parecia nervosa com a nova informação, e era perceptível que saber que eu a amava não a fazia feliz. Precisei interrompê-la, pois à medida que ela fala, as palavras perdiam sentido. E impaciente ela gritou que não podia me amar.
Sem ouvir mais explicações eu me afastei de Julia, me afastei até mesmo das pessoas que faziam parte do nosso ciclo de amizade. Eu era só, no imenso deserto de coisas que me fazia lembrar Julia.
Ontem, depois de anos, percebi que jamais soube o porquê dela não poder me amar... Eu fui covarde, por todos esses anos eu não fiz nada além de me afastar, sequer procurei viver uma nova história. Fui uma página em branco de um diário incompleto.
O passado finalmente ganhou seu lugar, a dor que me consumiu por tanto tempo deixou de existir... E eu pareço ter acordado de um sonho repetido, e me libertado para viver o presente.
Julia agora é só uma lembrança bonita, de uma amizade que sempre guardarei comigo.
(Incompleto – Leonardo Kifer).
*Recado para Zil: Meu anjo, deixa o endereço do teu blog, pois tenho tentado entrar e não consigo.
Talvez outras frases não fossem tão assustadoramente frágeis quanto esta, pois se dita na hora errada, pode condenar duas pessoas a viverem completamente separadas. E foi assim que perdi Julia para sempre.
Julia sempre esteve do meu lado em tudo que eu fosse fazer. Não importava se ficaríamos de castigo por atirar aviãozinho de papel na sala de aula do jardim da infância, se nossos pais descobririam que estávamos matando aulas para irmos ao cinema já no ensino médio ou se teríamos que inventar a mesma desculpa para justificarmos o porquê de viramos a noite fora de casa bebendo com os amigos em frente ao circo voador, a cumplicidade era nossa maior aliada.
Um dia, quando menos esperava, me peguei olhando para Julia, e percebi que jamais havia notado o quão bela ela era. Sua pela era extremamente clara e lisa, seus olhos esverdeados ganhavam destaque por conta do contraste do negro de seus cabelos, sua boca era desenhada de um jeito que era impossível não sentir vontade de beijá-la e seu cheiro decididamente era único. Linda era um jeito rude de defini-la.
Eu havia demorado anos para descobrir que amava a menina que cresceu comigo, mas fiquei aflito por medo de perder um dia a mais para dizer o quanto a amava.
A ansiedade que tomou conta de mim se difundiu com o nervosismo da situação, e ao encontrar Julia, disse sem medo que a amava.
Ela ficou parada por alguns segundos me olhando, como se não acreditasse em minhas palavras. O silêncio foi interrompido por palavras confusas e quase indecifráveis. Ela parecia nervosa com a nova informação, e era perceptível que saber que eu a amava não a fazia feliz. Precisei interrompê-la, pois à medida que ela fala, as palavras perdiam sentido. E impaciente ela gritou que não podia me amar.
Sem ouvir mais explicações eu me afastei de Julia, me afastei até mesmo das pessoas que faziam parte do nosso ciclo de amizade. Eu era só, no imenso deserto de coisas que me fazia lembrar Julia.
Ontem, depois de anos, percebi que jamais soube o porquê dela não poder me amar... Eu fui covarde, por todos esses anos eu não fiz nada além de me afastar, sequer procurei viver uma nova história. Fui uma página em branco de um diário incompleto.
O passado finalmente ganhou seu lugar, a dor que me consumiu por tanto tempo deixou de existir... E eu pareço ter acordado de um sonho repetido, e me libertado para viver o presente.
Julia agora é só uma lembrança bonita, de uma amizade que sempre guardarei comigo.
(Incompleto – Leonardo Kifer).
*Recado para Zil: Meu anjo, deixa o endereço do teu blog, pois tenho tentado entrar e não consigo.
Feliz aniversário Cella!
O que pensar de um anjo que não tem asas, não é 100% bondade e vira e mexe parece querer mudar seu destino?
Será que é anjo ou é uma simples menina que no Planeta Terra resolveu morar?
Vai o vento e leva a pluma, da última pena que ele tinha.
Olha a areia, o pé sujo, se comporta, toma jeito menina.
Voa anjo, vem depressa, dê um jeito de flutuar...
Mostre a todos tua alegria, suba ao palco, mas cuidado para não cair de lá.
É o céu, tão azul, maravilha de lugar.
É o canto, tão suave, que nem parece a levada da menina ressoar.
Uma flor ao anjo, uma rosa a menina.
Encena tua vida, faça dela alegria.
É dia de reis, não, é outra festa que parece chegar.
É dia da menina, do anjo de menina, que na Terra veio morar.
(Moleca – Leonardo Kifer)
Será que é anjo ou é uma simples menina que no Planeta Terra resolveu morar?
Vai o vento e leva a pluma, da última pena que ele tinha.
Olha a areia, o pé sujo, se comporta, toma jeito menina.
Voa anjo, vem depressa, dê um jeito de flutuar...
Mostre a todos tua alegria, suba ao palco, mas cuidado para não cair de lá.
É o céu, tão azul, maravilha de lugar.
É o canto, tão suave, que nem parece a levada da menina ressoar.
Uma flor ao anjo, uma rosa a menina.
Encena tua vida, faça dela alegria.
É dia de reis, não, é outra festa que parece chegar.
É dia da menina, do anjo de menina, que na Terra veio morar.
(Moleca – Leonardo Kifer)
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