segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Rio de lágrimas...


Pra onde vão as lágrimas quando o choro não vem e dá lugar um menino feliz que esconde toda tristeza de um homem?

Não sei pra onde vão minhas lágrimas,

Talvez eu já nem saiba mais chorar.

O sorriso tornou-se obrigatório,

Tiraram-me o direito de triste ficar.
E assim começaram a traçar por mim um caminho que era só meu,

Dizendo pra onde ir,

O que fazer,

E quem ser...


Minha liberdade?

Ela partiu sozinha,

“Talvez estivesse com medo”,

Pois sabia que comigo não podia mais estar.
Mas cansei,

Quero minha vida de volta,

Quero sorrir de verdade,

Chorar por vaidade,

Só pra lágrimas poder derramar...

Quero minha liberdade,

Minhas próprias escolhas,

Errar, e errar...

E quem sabe às vezes também poder acertar.

“Deixem-me ser eu”,

Deixem-me descobrir pra onde foram minhas “lágrimas oprimidas”,

Dei-me o direito a escolha,

E me deixem chorar.


(Rio de lágrimas – Leonardo Kifer)

domingo, 16 de novembro de 2008

Separação...


Realmente o Brasil é um país com uma economia solida e segura, as pessoas não estão nem ai com a crise mundial, todos as emissoras brasileiras esqueceram os problemas das principais bolsas de valores do mundo para poder noticiar a separação da atriz Suzana Vieira, que aos 63 anos de idade foi traída pelo marido bem mais novo. Espera aí, o cara vivia as custas dela, não mexia na carteira para nada que não fosse guardar a mesada que ela dava pra ele. Porque as pessoas estão tão abaladas com isso? Ele era um safado mesmo...Enfim... A economia japonesa entrou em recessão e blá blá blá, blá blá blá....

sábado, 15 de novembro de 2008

Sem música...

Queria escrever uma música e colocar nela todas as minhas angústias, Rabiscar em cada linha sentimentos que teimam em vingar...Queria escrever o mundo,Onde eu pudesse caminhar,Falar palavras da alma,Desenhar coisas do coração,Queria ser livre, talvez até poder voar...Queria um dia de sol num inverno que pode esfriar,E um vento gostoso, soprando a brisa do mar...Meu coração que agora chora,Confundi dores,Troca sentimento,Causa desamores,Eu que sou amado por quem não quero,Amo quem não me quer,Me vejo sofrendo pra não magoar ninguém,sofro porque não tenho ninguém...Agora que só estou,Clamo por ti...Como escrever uma música, se não posso viver a letra de um grande amor?(De um autor q espera cantar...)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem tempo...


Às vezes me pego pensando no passado,
E sem querer começo a chorar,
Mas o motivo é saudade,
Saudades de momentos felizes que vivi,
E por algum motivo que não sei, só agora percebi q fui feliz...
Voltando pro hoje,
Percebo que muitas coisas mudaram,
Pessoas nas quais eu julgava conhecer,
Hoje são apenas meras desconhecidas pra mim...
Eu mudei,
Amadureci, deixei minhas utopias de lado,
E fui apresentado à vida.
E agora aprendo a viver trechos de uma opera,
Onde o fantasma chama-se realidade.
E meus sonhos não deixaram de existir,
Ainda os tenho todas as noites,
Somente os guardo pra mim.
(sem tempo - Leonardo Kifer)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

É... 4 anos e pouco mudou...


Eu podia dizer que estou fazendo um livro, o livro da minha vida...Mas eu estaria mentindo...Como posso escrever sobre alguém q n se conhece?Como posso escrever sobre mim, se me desconheço em atitudes?Seria complicado preencher páginas descrevendo-me, pois antes eu iria precisar ler várias histórias, para me achar...Sou um doido varrido, que tem sofrido calado, um palhaço que chora após o espetáculo, sentindo-se sozinho, um poeta que sempre sabe falar d amor, mas nunca consegue viver o seu próprio...Não... não me acho em livros, tão pouco conseguiria me auto biografar.
Como descrever uma loucura de sentimentos, uma confusão de almas em palavras q qualquer um possa entender?Vou deixar estas linhas em branco, na esperança que um dia eu possa escrever...Agora vou dormi desconhecido, na esperança de acordar e ser alguém, alguém que se conheça, e não um desmemoriado de si...
(Parágrafo nº1, de um autor q ainda não sabe contar histórias...Léo Kifer)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Poemas de menino...


Então mais uma vez o destino me pregou uma peça,
Me fez o encanto parecer amor,
E chorando deixo o encanto,
É com lágrimas que tenho a certeza que é amor.
(Poema de menino - Leonardo Kifer)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A volta pra casa...


Era pra ser um dia calmo, acordar um pouco um pouco depois do despertador, resolver com calma o que tivesse que ser feito pela manhã e ir ao compromisso da tarde. Até aí tudo bem, o problema foi a volta para casa, resolvi junto a um amigo me aventurar voltar de trem.
Estação praça da bandeira, a idéia era seguir até a central do Brasil, se manter dentro do mesmo trem sentado aguardando a parada na estação próxima da minha casa, só que a primeira surpresa foi o fato de que o trem em que estávamos não iria seguir para a zona oeste, precisei levantar e aguardar as portas do vagão serem abertas, meu amigo me pediu para ficar do lado oposto as portas e eu obedeci sem saber o porque do distanciamento, as portas se abriram e logo pude ver o motivo pra permanecer tão longe da porta de saída, uma enorme correria, centenas de pessoas correndo para conseguir um lugar para sentar-se, as mães jogavam seus filhos pro alto na tentativa de poder se movimentar melhor, os mais idosos lançavam suas dentaduras e bengalas, assim como os “cornos” arrancavam seus chifres e jogavam na tentativa quase infeliz de conseguir reservar um acento. As vagas reservadas aos idosos e deficientes eram ocupadas por gente saudável fisicamente, mais que quando questionadas o por quê de estarem ali inventavam na hora deficiências das mais extraordinárias, até gente dizendo que não tinha coração estava sentado nos acentos prioritários.
Depois de duas baldeações em trens parados e seguimos o nosso destino (com uma baldeação certa na estação de Deodoro), a viagem se assemelhava muito com as viagens aeres que costumam ter servido de bordo, com o diferencial de estarmos em terra e precisarmos pagar pelos itens escolhidos, e opções eram o que não faltava, de chocolate caseiro à venda ilegal de órgãos. Consegui me controlar e não consumir nenhuma destas tentações ilegais servidas no trem.
Depois de quase duas horas de esperas e baldeações conseguir chegar em casa, ileso a qualquer alteração... Qualquer dia irei tentar voltar pra casa de charrete...
(A volta pra casa - Leonardo Kifer)