sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O menino voador...



Era uma vez um menino que descobriu que podia voar, no inicio ele se atrapalhou todo com a novidade, mas pouco tempo depois ele dominava os céus com seus vôos cada vez mais altos.
Depois de algum tempo o menino decidiu compartilhar com outras pessoas a sensação maravilhosa que era estar nos céus livre como um pássaro, e dia após dia ele levava consigo algum curioso que queria voar... Um certo dia em um desses vôos que ele fazia carregando alguém, ele conheceu uma pessoa diferente, que além de voar queria conhecer quem era o tal menino, e que ele fazia quando não estava voando...
O menino a principio assustado foi aos poucos cedendo as curiosidades daquela menina curiosa... E com o passar dos dias ela foi conhecendo melhor o menino, que se encantava com o jeito dela que perecia não se importar com o mundo lá fora, vivia apenas a desvendar suas muitas curiosidades...
E quando menos esperava o menino voador estava apaixonado pela menina curiosa, e seus dias pareceram ganhar um novo sentido, ele já não voava mais para ninguém, apenas para aquela que conquistará seu coração.
Só que um dia a menina simplesmente não apareceu para voar, o menino com medo de que algo tivesse acontecido procurou saber o que acontecera, e voou até a casa dela, que estava sentada no portão, e respondeu apenas que não tinha ido porque estava com preguiça. Mas o menino sabia que não preguiça, mesmo assim ele voltou para casa e na manhã seguinte foi até o parque que sempre encontrava sua amada, mas ela novamente não foi...
Os dias passavam e ela não aparecia, mas ele ainda sim continuava a ir todos os dias no local marcado e esperava até o final do dia na esperança de que ela pudesse aparecer, mas em vão...
Depois de algumas semanas ele parou de ir ao parque, deixou de voar com outras pessoas, e voltou a ser o menino que era antes de saber que podia voar... E um dia caminhando ele encontrou a menina curiosa, ela veio até ele e lhe deu um forte abraço, disse que voltará ao parque um tempo depois e não o encontrou mais, e ele a explicou que parou de levar as pessoas para voar. A menina começou a falar de seus sentimentos e confessou ser apaixonada pelo menino voador, mas ele apenas beijou sua testa e não falou nada...
Nesta hora veio voando uma bela menina que deu a mão ao menino voador e levou consigo...
A menina curiosa ficou ali, parada, olhando o seu amor partir, sem que ela pudesse fazer nada... Foi então que ela entendeu que sentimentos não são mais que simples curiosidades, e que não podemos deixar ninguém esperando a gente se entregar ao mundo incerto que é a paixão.
(O menino voador - Leonardo Kifer)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Fim de dezembro...


E aos poucos o natal vai despedindo e com ele levando os poucos dias que restam de um ano que significou muito para mim, um ano de mudanças, descobertas e muitas, muitas incertezas.
Eu costumo dizer que é quando recolhemos as sobras da ceia que paramos para pensar no que vivemos ao longo de quase um ano, fazemos breves retrospectivas do que passamos, e um rascunho do que iremos tentar corrigir para o próximo ano...
Feliz Natal à todos...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Rio de lágrimas...


Pra onde vão as lágrimas quando o choro não vem e dá lugar um menino feliz que esconde toda tristeza de um homem?

Não sei pra onde vão minhas lágrimas,

Talvez eu já nem saiba mais chorar.

O sorriso tornou-se obrigatório,

Tiraram-me o direito de triste ficar.
E assim começaram a traçar por mim um caminho que era só meu,

Dizendo pra onde ir,

O que fazer,

E quem ser...


Minha liberdade?

Ela partiu sozinha,

“Talvez estivesse com medo”,

Pois sabia que comigo não podia mais estar.
Mas cansei,

Quero minha vida de volta,

Quero sorrir de verdade,

Chorar por vaidade,

Só pra lágrimas poder derramar...

Quero minha liberdade,

Minhas próprias escolhas,

Errar, e errar...

E quem sabe às vezes também poder acertar.

“Deixem-me ser eu”,

Deixem-me descobrir pra onde foram minhas “lágrimas oprimidas”,

Dei-me o direito a escolha,

E me deixem chorar.


(Rio de lágrimas – Leonardo Kifer)

domingo, 16 de novembro de 2008

Separação...


Realmente o Brasil é um país com uma economia solida e segura, as pessoas não estão nem ai com a crise mundial, todos as emissoras brasileiras esqueceram os problemas das principais bolsas de valores do mundo para poder noticiar a separação da atriz Suzana Vieira, que aos 63 anos de idade foi traída pelo marido bem mais novo. Espera aí, o cara vivia as custas dela, não mexia na carteira para nada que não fosse guardar a mesada que ela dava pra ele. Porque as pessoas estão tão abaladas com isso? Ele era um safado mesmo...Enfim... A economia japonesa entrou em recessão e blá blá blá, blá blá blá....

sábado, 15 de novembro de 2008

Sem música...

Queria escrever uma música e colocar nela todas as minhas angústias, Rabiscar em cada linha sentimentos que teimam em vingar...Queria escrever o mundo,Onde eu pudesse caminhar,Falar palavras da alma,Desenhar coisas do coração,Queria ser livre, talvez até poder voar...Queria um dia de sol num inverno que pode esfriar,E um vento gostoso, soprando a brisa do mar...Meu coração que agora chora,Confundi dores,Troca sentimento,Causa desamores,Eu que sou amado por quem não quero,Amo quem não me quer,Me vejo sofrendo pra não magoar ninguém,sofro porque não tenho ninguém...Agora que só estou,Clamo por ti...Como escrever uma música, se não posso viver a letra de um grande amor?(De um autor q espera cantar...)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem tempo...


Às vezes me pego pensando no passado,
E sem querer começo a chorar,
Mas o motivo é saudade,
Saudades de momentos felizes que vivi,
E por algum motivo que não sei, só agora percebi q fui feliz...
Voltando pro hoje,
Percebo que muitas coisas mudaram,
Pessoas nas quais eu julgava conhecer,
Hoje são apenas meras desconhecidas pra mim...
Eu mudei,
Amadureci, deixei minhas utopias de lado,
E fui apresentado à vida.
E agora aprendo a viver trechos de uma opera,
Onde o fantasma chama-se realidade.
E meus sonhos não deixaram de existir,
Ainda os tenho todas as noites,
Somente os guardo pra mim.
(sem tempo - Leonardo Kifer)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

É... 4 anos e pouco mudou...


Eu podia dizer que estou fazendo um livro, o livro da minha vida...Mas eu estaria mentindo...Como posso escrever sobre alguém q n se conhece?Como posso escrever sobre mim, se me desconheço em atitudes?Seria complicado preencher páginas descrevendo-me, pois antes eu iria precisar ler várias histórias, para me achar...Sou um doido varrido, que tem sofrido calado, um palhaço que chora após o espetáculo, sentindo-se sozinho, um poeta que sempre sabe falar d amor, mas nunca consegue viver o seu próprio...Não... não me acho em livros, tão pouco conseguiria me auto biografar.
Como descrever uma loucura de sentimentos, uma confusão de almas em palavras q qualquer um possa entender?Vou deixar estas linhas em branco, na esperança que um dia eu possa escrever...Agora vou dormi desconhecido, na esperança de acordar e ser alguém, alguém que se conheça, e não um desmemoriado de si...
(Parágrafo nº1, de um autor q ainda não sabe contar histórias...Léo Kifer)