Aonde é Brasília senão longe do Rio de Janeiro?
Terra de sol que fica longe do mar...
Lugar de poucos,
Em que todos sabem como amar.
É poema de versos simples,
De frase com rimas,
Versos inteiros em prosas.
É canto de meu canto,
Em monumentos arredondados e brancos,
Inventado por um,
E construído por um mundaréu de gente.
É cenário do rock brasileiro,
De um país de roqueiros já nascidos,
E um som que vai além do próprio rock:
O pop.
Começou com Juscelino,
Mas quando nasci já era o Sarney,
O que melhor me lembro é do Fernando Henrique,
Se bem que também teve a Era Collor,
E o Itamar a quem todos diziam ser gay?
Vivemos o momento Lula,
O cara sem dedo,
O tal do filme.
O Presidente das multidões.
Mas tem um nome: Carla.
Uma guria preguiçosa,
Que nunca sorri quando lhe pedem,
De jeito menina,
Que encanta a quem lhe dá atenção.
E é dela este poema, E é ela a inspiração.
(Brasília – Leonardo Kifer)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Será que é só comigo?
Sabe aquela sensação persistente de estarmos fazendo a coisa errada e nos sentirmos travados e sem rumo e perspectiva de como mudar? Então, é normal senti-la. O que não podemos é ficarmos de braços atados, sem sequer cogitar uma saída que possa te levar para outro lugar.
É assim com todos, o que muda é o cenário e a situação, e não importa em qual posição você esteja, estacionar-se irá sempre lhe causar uma impressão de incapacidade. É comum você se queixar de que as coisas não vão muito bem no trabalho, e que você definitivamente merece uma oportunidade melhor, mas pense, o que faz de diferente de todos que estão a sua volta para merecer tal oportunidade? É injustiça da sua chefia ou desinteresse de sua parte? Na importa qual seja a resposta, ambas precisam de mudanças imediatas, que seja uma nova imposição diante seu superior diante sua frustração por não conseguir uma nova posição dentro da empresa ou mesmo a falta de ferramentas que lhe faça desenvolver um novo campo de atuação (desenvolvimento profissional e pessoal precisa ser constante).
Reclamar do que está errado é tão fácil quanto cometer erros, e não leva nada e ninguém a lugar algum, é preciso que além de apontar a necessidade de mudanças você traga também às soluções, que em alguns casos só são resolvidos começando do zero.
É assim com todos, o que muda é o cenário e a situação, e não importa em qual posição você esteja, estacionar-se irá sempre lhe causar uma impressão de incapacidade. É comum você se queixar de que as coisas não vão muito bem no trabalho, e que você definitivamente merece uma oportunidade melhor, mas pense, o que faz de diferente de todos que estão a sua volta para merecer tal oportunidade? É injustiça da sua chefia ou desinteresse de sua parte? Na importa qual seja a resposta, ambas precisam de mudanças imediatas, que seja uma nova imposição diante seu superior diante sua frustração por não conseguir uma nova posição dentro da empresa ou mesmo a falta de ferramentas que lhe faça desenvolver um novo campo de atuação (desenvolvimento profissional e pessoal precisa ser constante).
Reclamar do que está errado é tão fácil quanto cometer erros, e não leva nada e ninguém a lugar algum, é preciso que além de apontar a necessidade de mudanças você traga também às soluções, que em alguns casos só são resolvidos começando do zero.
Ter medo de mudar é se permitir continuar a viver o mesmo todos os dias.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Mais do mesmo...
“Oi prazer” – Realmente faltou dizer isso.
Éramos como conhecidos estranhos que acabaram de se conhecer após muito tempo sem se encontrarem.
Acontece às vezes, alguém a quem amávamos se torna um desconhecido a quem sabemos muito sobre. E mesmo conhecendo cada movimento, gesto, olhar, toque, ainda sim continuamos a nos perguntar sobre quem é a pessoa que está ao nosso lado.
Não é ruim, não sei o que é... De repente é um novo olhar, uma nova forma de ver que amadurecemos com o tempo e com as pessoas, e que um túnel sem saída não necessariamente quer dizer o fim... Pode ser apenas a idéia de um novo começo. Cabe a você decidir como recomeçar.
Éramos como conhecidos estranhos que acabaram de se conhecer após muito tempo sem se encontrarem.
Acontece às vezes, alguém a quem amávamos se torna um desconhecido a quem sabemos muito sobre. E mesmo conhecendo cada movimento, gesto, olhar, toque, ainda sim continuamos a nos perguntar sobre quem é a pessoa que está ao nosso lado.
Não é ruim, não sei o que é... De repente é um novo olhar, uma nova forma de ver que amadurecemos com o tempo e com as pessoas, e que um túnel sem saída não necessariamente quer dizer o fim... Pode ser apenas a idéia de um novo começo. Cabe a você decidir como recomeçar.
Aconte às vezes...
Um dia tu acordas e se pergunta: Cadê aquele amor avassalador que tanto me fez sofrer? Sim, o amor de uma hora para outra se transforma, em que? Ele deixa de ser inquietante, arrebatador e simplesmente deixa de incomodar (para mim estar amando é sentir um constante incomodo no peito, e NÃO estou dizendo que isso é ruim).
A gente ama tanto alguém a quem desejamos mais do que qualquer outra coisa, que quando deixamos de amar sentimos um vazio enorme, e fingimos ou achamos que ainda continuamos a nutrir o mesmo sentimento só para não nos sentirmos desamparados por não ter a quem amar, e daí vamos constantemente tapando buracos com novos “amores” que não duram mais que dois ou três meses. Por fim voltamos a dizer que tudo isso é por que não esquecemos “o fulano de tal” a quem amamos.
Talvez eu esteja apenas sendo mais uma vez incoerente, e por isso eu vá cometer um outro erro em minha vida, mas certamente estou livre para viver uma nova história (não falarei sobre minha vida pessoal, então já posso estar vivendo algo – suposições), e sinto que apenas tenho a necessidade de não afastar para sempre um sentimento que pode ainda existir.
É tudo complicado, eu mesmo estou confuso, mas me sinto tão livre, que me sufoco diante a tamanha ausência de impedimentos. A felicidade nunca me foi dada com tanta facilidade, o medo tornou-se uma inconstante e a distância meu maior desejo.
Um novo Leonardo partiu de mim, quando eu sequer tinha tempo para reconhecer quem eu acabara de me transformar, uma incógnita se fez presente e cortou como faz uma lâmina afiada as incertezas que eu outrora carregava.
E vou em frente, amando ou não, e me deixando viver, seja aonde eu for, e que o vento me leve para onde precisar me levar.
A gente ama tanto alguém a quem desejamos mais do que qualquer outra coisa, que quando deixamos de amar sentimos um vazio enorme, e fingimos ou achamos que ainda continuamos a nutrir o mesmo sentimento só para não nos sentirmos desamparados por não ter a quem amar, e daí vamos constantemente tapando buracos com novos “amores” que não duram mais que dois ou três meses. Por fim voltamos a dizer que tudo isso é por que não esquecemos “o fulano de tal” a quem amamos.
Talvez eu esteja apenas sendo mais uma vez incoerente, e por isso eu vá cometer um outro erro em minha vida, mas certamente estou livre para viver uma nova história (não falarei sobre minha vida pessoal, então já posso estar vivendo algo – suposições), e sinto que apenas tenho a necessidade de não afastar para sempre um sentimento que pode ainda existir.
É tudo complicado, eu mesmo estou confuso, mas me sinto tão livre, que me sufoco diante a tamanha ausência de impedimentos. A felicidade nunca me foi dada com tanta facilidade, o medo tornou-se uma inconstante e a distância meu maior desejo.
Um novo Leonardo partiu de mim, quando eu sequer tinha tempo para reconhecer quem eu acabara de me transformar, uma incógnita se fez presente e cortou como faz uma lâmina afiada as incertezas que eu outrora carregava.
E vou em frente, amando ou não, e me deixando viver, seja aonde eu for, e que o vento me leve para onde precisar me levar.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O gato de botas...
Passei todo o dia de ontem pensando sobre o que escrever nada, ABSOLUTAMENTE NADA, era bom ou inspirador suficiente para ser tema do meu “POST”. Não o fiz... Acabei colocando um texto já publicado.
Estranha sensação essa minha de insegurança em criar que me sufoca, e faz me senti tão vulnerável que se torna inevitável ceder à carência (calma! Vamos lá: 1º não estou carente por estar solteiro – também NÃO ESTOU carente, fiquei. 2º talvez a “carência tenha surgido ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE por não conseguir escrever nada. 3º Mudou tanta coisa em tão curto tempo que isso me assustou um pouco. 4º saudades do meu pai que está em outra cidade para tratamento – não quero e não vou falar sobre este fato por agora aqui no Blog. 5º CHEGAAAAAAAA de tantas explicações para tentar não me passar por carente. ESTOU CARENTE MESMO! FALEI), e me deixa sem rumo, desejando não parar de desejar respirar novos ares e encontrar muitos motivos para me inspirar.
Mas agora que comecei a escrever, percebi que existe algo errado, e de imediato reconheci o erro, não é falta de inspiração, não é somente carência (GENTE! Por que vamos insistir nesse assunto?), é justamente o contrário, é o surgimento de um novo (porém já conhecido) sentimento, que chegou tão quieto, que “aconteceu” como uma explosão e admito: Pegou-me de surpresa.
Não esperem que eu fale o que realmente está acontecendo – tudo bem que se eu quisesse sigilo eu nem precisava iniciar o assunto, mas o blog além de ser um local de DESABAFO, também é lugar que encontrei para compartilhar minhas experiências, então vamos dar tempo ao tempo, e depois eu falo mais sobre isso – eu mesmo não esperava viver nada por agora, estava tão quieto na minha que vira e mexe, me “pegava” fugindo de uma nova história, sempre achava uma tangente para correr.
E o pobre Morpheu (meu gato) é quem esteve agüentando toda minha inquietação ontem, o coitado correu de mim como o “Diabo foge da Cruz” (quem inventou essa expressão tosca hein?), só porque eu estava gritando o tempo inteiro para que ele saísse de perto de mim (gente, já viu bicho mais carente que gato?).
O “POST” vai ficando por aqui, quem sabe volto ainda hoje para “de repente” dizer que estou mais feliz, inspirado, e contente, aí, aí, aí... (não é amor! Parem de inventar coisas. Aff! kKKKk¹²³).
Estranha sensação essa minha de insegurança em criar que me sufoca, e faz me senti tão vulnerável que se torna inevitável ceder à carência (calma! Vamos lá: 1º não estou carente por estar solteiro – também NÃO ESTOU carente, fiquei. 2º talvez a “carência tenha surgido ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE por não conseguir escrever nada. 3º Mudou tanta coisa em tão curto tempo que isso me assustou um pouco. 4º saudades do meu pai que está em outra cidade para tratamento – não quero e não vou falar sobre este fato por agora aqui no Blog. 5º CHEGAAAAAAAA de tantas explicações para tentar não me passar por carente. ESTOU CARENTE MESMO! FALEI), e me deixa sem rumo, desejando não parar de desejar respirar novos ares e encontrar muitos motivos para me inspirar.
Mas agora que comecei a escrever, percebi que existe algo errado, e de imediato reconheci o erro, não é falta de inspiração, não é somente carência (GENTE! Por que vamos insistir nesse assunto?), é justamente o contrário, é o surgimento de um novo (porém já conhecido) sentimento, que chegou tão quieto, que “aconteceu” como uma explosão e admito: Pegou-me de surpresa.
Não esperem que eu fale o que realmente está acontecendo – tudo bem que se eu quisesse sigilo eu nem precisava iniciar o assunto, mas o blog além de ser um local de DESABAFO, também é lugar que encontrei para compartilhar minhas experiências, então vamos dar tempo ao tempo, e depois eu falo mais sobre isso – eu mesmo não esperava viver nada por agora, estava tão quieto na minha que vira e mexe, me “pegava” fugindo de uma nova história, sempre achava uma tangente para correr.
E o pobre Morpheu (meu gato) é quem esteve agüentando toda minha inquietação ontem, o coitado correu de mim como o “Diabo foge da Cruz” (quem inventou essa expressão tosca hein?), só porque eu estava gritando o tempo inteiro para que ele saísse de perto de mim (gente, já viu bicho mais carente que gato?).
O “POST” vai ficando por aqui, quem sabe volto ainda hoje para “de repente” dizer que estou mais feliz, inspirado, e contente, aí, aí, aí... (não é amor! Parem de inventar coisas. Aff! kKKKk¹²³).
Me repetindo...
Quem sou eu?
Engraçado que quando nos perguntam isso ficamos imóveis e sem saber o que responder. O que mais causa perplexidade, é o fato de que somos autores de nossas histórias, agimos sempre impulsionados pelo nosso “eu”, nascemos e morreremos sem dividir com alguém quem somos, mas ainda sim não sabemos nos explicar.
Um rio, de águas correntes. Talvez está seja a nossa melhor discrição, mas enquanto individuos únicos, somos feitos de uma complexidade infinita, uma construção inconstante, de emoções incertas e certezas mutáveis. Sozinhos não podemos ser só rios, somos além...
E é essa dúvida que me leva a questionar quem sou, me faz buscar em minhas transformações resíduos do que fui, fazendo com que eu consiga entender melhor o que hoje sou... Me descubro um paradoxo, multifacetado, inconstante/constante, um desdobramento respondendo aos estímulos do dia a dia. Um personagem real de uma vida criada no improvisso.
Alguém que a todos diverte, mas não consegue a si mesmo se entreter... Que chora por um amor perdido, sem nada poder fazer...Alguém a quem todos enxergam um monstro, quando somente a verdade não quer encubrir. Um bobo cuja a sua ingenuidade é sempre descutida, mas mesmo assim continua a confiar nas pessoas. E por fim um lunático, distante e inconsciente de sua própria realidade. Mas não se engane, não sou tão bom quanto me defino, sou impiedoso com aqueles que desprezo, soberbo e prepotente com os que não conheço. Um anjo altivo, majestoso em sua arrogância... Um verdadeiro Pierrot.
(Quem sou? – Leonardo Kifer)
terça-feira, 27 de abril de 2010
Inquieto "eu".
O quero não quero?
Eu vivo.
Eu penso.
Eu faço.
O que quero?
Eu pondero.
Eu espero.
Eu desisto.
É difícil viver,
Quando não se tem calma,
Quando não se sabe lidar com o tempo,
E não se pode ser você.
(Passagens – Leonardo Kifer)
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