É estranho como fazemos das nossas vidas um constante depois... O “agora” é quase sempre indesejado, é comum transformá-lo em outro dia, que muitas vezes não chega. Fazemos planos, traçamos metas a serem cumpridas, e acabamos atropelando nossos desejos pela necessidade do “impulsivo”. Entregamos nossos sonhos ao acaso, que nos oferece de mão dada o deslumbre do instante.
E como árvores que pouco a pouco nova perdem suas vidas com avanço da nova era, perdemos também nossas possibilidades de realizações ao desperdiçarmos a chance de cumprirmos o que havíamos nos comprometidos em fazer. E por fim nos descobrimos lenhadores de nossos próprios galhos.
Estranho secar as lágrimas que escorrem ao refletirmos sobre quem somos e do que fazemos conosco... Deveríamos regar nossos sonhos e plantar as novas mudas, multiplicando as nossas conquistas.
Talvez tenha chegado à hora de olharmos para nós como s crianças que éramos em que os mesmos doze meses que completam um ano eram capazes de nos levarem aos mais fantásticos mundos, e ainda éramos capazes de dormimos como anjos, sem deixarmos para trás um único segundo.
(Roda Gigante – Leonardo Kifer)
domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A Bolsa Estourou!
É entre sorrisos e ansiedade que senti o peso da saudade escorrer sobre meu rosto. Foi involuntário, no entanto, instantâneo. Ao saber que a bolsa da minha cunhada havia estourado e que dali a poucas horas eu seria tio, não pude deixar de pensar no meu pai, e no quanto ele ficaria feliz em ter mais um neto, e desta vez, depois de duas meninas ele finalmente seria avô de um menino. O engraçado é que de certa forma posso senti-lo e sentir essa energia de felicidade que tomou conta da minha casa, e mesmo entre lágrimas, o sorriso e a expectativa em ver meu sobrinho daqui algumas horas me acalma e me conforta.
A idéia de uma nova vida para alegrar uma família que a pouquíssimos meses perdeu um membro é simplesmente extraordinária, e nos permite acreditar ainda mais na capacidade de Deus em transformar as vidas das pessoas com sua sabedoria, apresentando as mais perfeitas rosas entre galhos cheios de espinhos.
A idéia de uma nova vida para alegrar uma família que a pouquíssimos meses perdeu um membro é simplesmente extraordinária, e nos permite acreditar ainda mais na capacidade de Deus em transformar as vidas das pessoas com sua sabedoria, apresentando as mais perfeitas rosas entre galhos cheios de espinhos.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Adeus aos 26 anos! Viva meus 27... E felicidades pro amigo!
Então é hora de me despedir dos meu 26 anos, faltam pouquíssimas horas, um pouco mais de uma precisamente, para dar adeus a um período da minha vida que para sempre irei lembrar e que talvez tenha sido fundamental para perceber que era preciso algumas mudanças, principalmente mudar que sou...
É impossível não reviver cada dia destes último doze meses, afinal ele foi intenso e pareceu que desde o inicio seria de perdas e despedidas... Chorei no primeiro instante em que as horas me fizeram aniversariar, me senti sozinho em meio a tantos olhares, me faltou acreditar que ainda podia ter o amor de quem tanto desejei... Horas depois voltaram as lágrimas, era meu pai quem me fazia voltar a chorar, parecia ignorar o fato de que era meu aniversário, e demorou muito a me parabenizar...
Um ano inteiro, contado por meses contrários, desenhado por um outono que semeia na primavera o verão... Risos, silêncios, mudanças, sentimentos, a morte e por fim a paixão... Tudo tão vivido, que é possível enxergar as marcas das transformações... O inverno se despedia entre um vento frio e uma garoa suave quando meu pai se foi, sim, as folhas começavam a cair no mesmo instante em que as lágrimas escoavam em meu rosto... A morte visitara-me e levava consigo um pedaço de quem sou... Não existe raiva, não existe tristeza, apenas saudades e muito amor... E o que parecia apenas o ano de desgraça, se desvendou em uma completa renovação de amor.
E o cheiro de terra molhada, fez brotar uma vida nova, o inicio de uma construção de um novo “eu”... E mesmo com a saudade sufocando, fui aprendendo a desenhar a felicidade nas folhas ainda molhadas, me permitindo a dar novos passos, e lentamente voltar a sonhar...
Mas o destino ainda não estava satisfeito, falta algo para me fazer realmente feliz, e completamente generoso, me mostrou que é possível viver um amor, basta apenas acreditar... Tornou-me livre de todo o passado que me prendia e livre eu pude voar.
E foi voando que entendi que é possível viver sonhando e que o “Era uma vez” pode se realizar... Conheci na simplicidade uma nova paixão e com ela comecei uma história que só me faz continuar a sonhar, a realidade em forma de carinho, cumplicidade... Um pedaço novo de mim que não quer nunca acabar.
Os 26 anos estão ficando para trás, uma nova idade começa a chegar, mas agora sem medo, enfrento a vida, lido com as mudanças, e agradeço à Deus pela oportunidade de poder recomeçar.
No entanto não termino aqui falando de mim, não! Uso as últimas linhas para desejar felicidades a um amigo, diferente de todos, um do tipo que não mente e faz questão de criticar meus passos “errados”, e que mesmo eu insistindo não estar “errado” ele teima em não acreditar.
Amizade é por muitas vezes um engano, mas quando se acerta é preciso cuidar... Então é agradecendo, mas que desejando, que parabenizo ao meu amigo Angelo pela nova idade que acabou de completar!
É impossível não reviver cada dia destes último doze meses, afinal ele foi intenso e pareceu que desde o inicio seria de perdas e despedidas... Chorei no primeiro instante em que as horas me fizeram aniversariar, me senti sozinho em meio a tantos olhares, me faltou acreditar que ainda podia ter o amor de quem tanto desejei... Horas depois voltaram as lágrimas, era meu pai quem me fazia voltar a chorar, parecia ignorar o fato de que era meu aniversário, e demorou muito a me parabenizar...
Um ano inteiro, contado por meses contrários, desenhado por um outono que semeia na primavera o verão... Risos, silêncios, mudanças, sentimentos, a morte e por fim a paixão... Tudo tão vivido, que é possível enxergar as marcas das transformações... O inverno se despedia entre um vento frio e uma garoa suave quando meu pai se foi, sim, as folhas começavam a cair no mesmo instante em que as lágrimas escoavam em meu rosto... A morte visitara-me e levava consigo um pedaço de quem sou... Não existe raiva, não existe tristeza, apenas saudades e muito amor... E o que parecia apenas o ano de desgraça, se desvendou em uma completa renovação de amor.
E o cheiro de terra molhada, fez brotar uma vida nova, o inicio de uma construção de um novo “eu”... E mesmo com a saudade sufocando, fui aprendendo a desenhar a felicidade nas folhas ainda molhadas, me permitindo a dar novos passos, e lentamente voltar a sonhar...
Mas o destino ainda não estava satisfeito, falta algo para me fazer realmente feliz, e completamente generoso, me mostrou que é possível viver um amor, basta apenas acreditar... Tornou-me livre de todo o passado que me prendia e livre eu pude voar.
E foi voando que entendi que é possível viver sonhando e que o “Era uma vez” pode se realizar... Conheci na simplicidade uma nova paixão e com ela comecei uma história que só me faz continuar a sonhar, a realidade em forma de carinho, cumplicidade... Um pedaço novo de mim que não quer nunca acabar.
Os 26 anos estão ficando para trás, uma nova idade começa a chegar, mas agora sem medo, enfrento a vida, lido com as mudanças, e agradeço à Deus pela oportunidade de poder recomeçar.
No entanto não termino aqui falando de mim, não! Uso as últimas linhas para desejar felicidades a um amigo, diferente de todos, um do tipo que não mente e faz questão de criticar meus passos “errados”, e que mesmo eu insistindo não estar “errado” ele teima em não acreditar.
Amizade é por muitas vezes um engano, mas quando se acerta é preciso cuidar... Então é agradecendo, mas que desejando, que parabenizo ao meu amigo Angelo pela nova idade que acabou de completar!
domingo, 17 de outubro de 2010
Motti.
E de repente te encontrei,
Como um passe de mágica tu parece ter saído dos meus sonhos
E cruzado meu caminho.
Provocando meu desejo,
E me despertando a paixão.
O gosto doce do primeiro beijo,
Preso em seus braços,
Eu me desvencilhava do sonho,
E experimentava o que podia ser apenas ilusão.
Mas a felicidade pouco à pouco foi se mostrando real,
E eu cada vez menos cauteloso em vivê-la,
Enfrentando o medo com verdade,
Descrita em cada novo sentimento que brotava.
O tempo ainda é pouco,
O gostar é enorme,
O medo ainda presente,
E a vontade de ser eterno, não tem fim.
Um beijo,
Um cheiro,
Um toque,
Um lugar ou desejo,
Tudo me remete a você.
(Cartas ao vento – Leonardo Kifer)
Como um passe de mágica tu parece ter saído dos meus sonhos
E cruzado meu caminho.
Provocando meu desejo,
E me despertando a paixão.
O gosto doce do primeiro beijo,
Preso em seus braços,
Eu me desvencilhava do sonho,
E experimentava o que podia ser apenas ilusão.
Mas a felicidade pouco à pouco foi se mostrando real,
E eu cada vez menos cauteloso em vivê-la,
Enfrentando o medo com verdade,
Descrita em cada novo sentimento que brotava.
O tempo ainda é pouco,
O gostar é enorme,
O medo ainda presente,
E a vontade de ser eterno, não tem fim.
Um beijo,
Um cheiro,
Um toque,
Um lugar ou desejo,
Tudo me remete a você.
(Cartas ao vento – Leonardo Kifer)
domingo, 10 de outubro de 2010
Às vezes... Sempre!
Lentamente as flores começam aparecer, ainda é possível sentir frio, no entanto torna-se quase natural se acustumar com o calor, que pouco a pouco começa chegar... É primavera no hemisfério sul, mas ainda sinto como se estivesse no outono quando as lágrimas descontroladas teimam em cair... Diferente quando paro e observo a vida palpitar por fora do meu peito.
Longe do cenário das folhas mortas, vejo minha imagem refletir sobre a água ainda límpida de um rio transpassado de lembranças. A distância entre a solidão e o finito é apenas um vazio disfarçado quase sempre em sorriso.
O belo que enfeita a vida perde o encanto quando visto de perto... É o mais do limite, a luz que ainda ultrapassa a escuridão.
E o amor, ainda é esperado, mesmo que não venha, ainda é a solução.
(Incoerências – Leonardo Kifer)
Longe do cenário das folhas mortas, vejo minha imagem refletir sobre a água ainda límpida de um rio transpassado de lembranças. A distância entre a solidão e o finito é apenas um vazio disfarçado quase sempre em sorriso.
O belo que enfeita a vida perde o encanto quando visto de perto... É o mais do limite, a luz que ainda ultrapassa a escuridão.
E o amor, ainda é esperado, mesmo que não venha, ainda é a solução.
(Incoerências – Leonardo Kifer)
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Indesejável petulânte.
Não é por acaso que inesperadamente nos esbarramos com alguém que surpreendentemente nos fará enxergar a vida por outro ponto de vista, e sem que tenhamos nos dado conta, estaremos deixando para trás valores que antes pareciam ligados a nós como sangue.
O outro virá e dirá tudo o que não queremos ouvir, e sem pedir, jogará diante de nossos olhos o que antes não conseguíamos ver, e sua petulância não cessará com isso, pois certamente te fará mudar, tomar a iniciativa de refazer os “acertos errados” que outrora cultivava.
E quando nos depararmos com a transformação refletida no espelho, sim, por que ela também é física, nos sentiremos incompletos e nesta hora iremos perceber que no fundo a mudança é movida pela paixão.
O outro virá e dirá tudo o que não queremos ouvir, e sem pedir, jogará diante de nossos olhos o que antes não conseguíamos ver, e sua petulância não cessará com isso, pois certamente te fará mudar, tomar a iniciativa de refazer os “acertos errados” que outrora cultivava.
E quando nos depararmos com a transformação refletida no espelho, sim, por que ela também é física, nos sentiremos incompletos e nesta hora iremos perceber que no fundo a mudança é movida pela paixão.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Aprendiz da ausência
Talvez eu devesse pensar como Drummond, e assim enxergar a ausência como “um estar em mim”, sim, uma doce vivência de me sentir por completo, me ter a ponto de saber o que falta e me deliciar com a maravilhosa experiência de rir nos momentos de pura abstinência. Mas a verdade é que não sou como Drummond...
Além de me serem escassas as palavras, ainda preciso do tempo como aliado, professor e conselheiro para caminhar ao meu lado em busca da sabedoria, que nenhuma ciência é capaz de nos dar. Torna-se sábio aquele que vive.
Resta-me apenas assumir minha inaptidão em lidar com a ausência, e assumir em lágrimas que sou fraco que as lembranças se fazem presentes, e quase sempre elas me visitam.
Vez ou outra me pego olhando para o lado, e não o encontro... Sua voz tem sumido cada vez mais, como se a imagem fosse o único recurso para se fazer lembrar. Por todos os cômodos o vazio é eminente e é impossível fingir não senti-lo... É difícil não senti tremer a boca quando ouço seu nome ou quando alguém despercebidamente fala sobre ele, é doloroso demais não tê-lo e só poder lembrar...
Queria aprender ser como Drummond para nos momentos em que a saudade for incontrolada e o resultado forem às lágrimas, como as de agora, que eu a sinta branca, tão pegada, aconchegada aos meus braços, me fazendo rir e dançar enquanto invento exclamações alegres, para ninguém roubar a ausência que sinto do meu pai de mim.
(Aprendiz da ausência – Leonardo Kifer)
*Cito versos do poema “Ausência” de Carlos Drummond de Andrade.
Além de me serem escassas as palavras, ainda preciso do tempo como aliado, professor e conselheiro para caminhar ao meu lado em busca da sabedoria, que nenhuma ciência é capaz de nos dar. Torna-se sábio aquele que vive.
Resta-me apenas assumir minha inaptidão em lidar com a ausência, e assumir em lágrimas que sou fraco que as lembranças se fazem presentes, e quase sempre elas me visitam.
Vez ou outra me pego olhando para o lado, e não o encontro... Sua voz tem sumido cada vez mais, como se a imagem fosse o único recurso para se fazer lembrar. Por todos os cômodos o vazio é eminente e é impossível fingir não senti-lo... É difícil não senti tremer a boca quando ouço seu nome ou quando alguém despercebidamente fala sobre ele, é doloroso demais não tê-lo e só poder lembrar...
Queria aprender ser como Drummond para nos momentos em que a saudade for incontrolada e o resultado forem às lágrimas, como as de agora, que eu a sinta branca, tão pegada, aconchegada aos meus braços, me fazendo rir e dançar enquanto invento exclamações alegres, para ninguém roubar a ausência que sinto do meu pai de mim.
(Aprendiz da ausência – Leonardo Kifer)
*Cito versos do poema “Ausência” de Carlos Drummond de Andrade.
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