terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O fim de uma história sem começo

Lembro-me de um dia de quando ainda eu era bem criança que vi minha prima chorar. E como se fosse hoje, recordo-me de ouvi-la dizer que terminou seu namoro com o Alex, outro primo meu, e sua mãe gritava a que quisesse ouvir que ela não podia terminar o que não havia começado. Naquela época eu jamais conseguiria entender como alguém podia ser capaz de encerrar algo que ainda iria acontecer. Era confuso demais para um menino de sete anos de idade.

Hoje com vinte e seis, penso que aquele Leonardo que antes não entendia o porquê de tantas coisas, hoje se vê acometido com as respostas que surgem como forma de experiências de vida. E se antes era impossível saber como alguém podia achar o fim antes mesmo de começar, agora vivo a dolorosa constatação de que por mais impossível que algo possa parecer aos nossos olhos, às possibilidades surgem conforme experimentamos a vida.

E assim também chorei, ontem, logo após terminar o que ainda precisava começar... Chorei por encerrar uma história tão bonita, que não deu flores, que não viveu, apenas precisou ser terminada. O motivo? O medo de começar.

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